terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ser como um rio

A última postagem desse blog foi há um ano.

Lembrando o que se passou de lá até aqui penso que tem conteúdo suficiente para um bom filme ou, pelo menos, para uma novela mexicana.

Após a parceria com a UnB, que está surtindo efeitos em todo o apoio que estamos conseguindo para realização do I Congresso Iberoamericano de Doenças raras, fui estudar em Coimbra, comecei a ter uma melhor visão sobre o ambiente das doenças raras, percebi que devo retomar minha vida laboral para proporcionar a vida que desejo à minha família, conclui que as associações de pacientes dificilmente conseguirão alterar algo se continuarem sozinhas e dispersas e elaborei um artigo publicado por Coimbra e outro que será divulgado em setembro.

Principalmente, entendi o significado de tempo. Hoje, eu percebo que as pessoas que entram na associação vem a procura de auto-ajuda e que ao simples sinal de stress ou complicações, a vida toma o seu rumo e o barco continua sendo remado pelos "malucos/as" que decidiram entrar de corpo e alma nas associações. Não há o interesse real em aprendizado e construção. Reflexo líquido de Baumann perfeitamente percebido.

Também aprendi que o momento que estamos chegando é muito cuidadoso e o estardalhaço do passado não precisa ser feito com tanta energia porque pode romper as linhas tênues que foram construídas até aqui. Sem pieguice posso afirmar que a AMAVI contribuiu de maneira muito significativa para evolução das discussões sobre doenças raras em nosso país. Logicamente, todos/as que participam/ram da associação devem sentir grande orgulho. Mas tb é preciso lembrar que isso somente foi possível porque houve uma construção participativa entre as associações e, o mais importante de tudo, há a NECESSIDADE.

Necessidade centrada na revisão do modelo. Somo a minha voz a tantos autores que alardeiam que o viés individualista e satisfação a curto prazo é impulsionado pelo consumo de roupas, produtos, equipamentos e, porque não, medicamentos. A sociedade medicalizada é conhecida dos cientistas sociais e tudo se resolve a distância de um braço em pegar o remédio e colocá-lo na boca. 

Mas, restrito ao ambiente das doenças raras, esse modelo discrimina mais ainda os 95% de doenças raras que não possuem medicação. O maior problema não está no paciente, mas em seus pares sociais que tratam não enxergam ou conhecem a realidade sofrida dos familiares e pacientes de doenças raras.

O discurso do Ministério da Saúde sobre a interferência das indústrias farmacêuticas deve amadurecer. Afinal as grandes indústrias possuem na alta gerência pessoas oriundas de seus quadros e, muitos, com vários anos de experiência no serviço público.

Agora, sentado em minha escrivaninha, com todas as leituras do meu mestrado atrasadas, trabalhos pendentes para conseguir recursos, ainda deixo a organização do I Congresso Iberoamericano de Doenças Raras impecável e o menos atrasado possível. Isto está mudando porque até o início deste ano, todo o meu tempo era dedicado à AMAVI. Nessa época eu não conseguia perceber como toda a minha vida era direcionada apenas para um local.

A estadia em Coimbra também ajudou-me a ver isso. Lá os estudos das doenças raras no enfoque social são mais avançados, uma das primeiras coisas que ouvi da autora que me levou a direcionar meus estudos para Portugal foi:

- Cuidado porque é comum as pessoas largarem todas as suas responsabilidades para cuidar da associação e, no fim, suas famílias ficam totalmente desassistidas não só financeira mas, também, emocionalmente.

Percebo que a AMAVI foi o recurso que utilizei para entender o diagnóstico da Neurofibromatose. Não em seu impacto na vida de minha filha, mas o impacto da doença em mim e toda a minha família. Minhas linhas de pesquisa são consistentes e estão de acordo com o que já presenciei em relatos e experiências pessoais: 1. Como as associações respondem as demandas dos associados e 2. Qual o impacto do diagnóstico da NF para os pais/mães de pacientes.

Ser como um rio foi um post muito interessante que li a época que planejava em imigrar para o Canadá. Compartilho da ideia da autora que a vida é como o rio que pode até passar no mesmo lugar mas nunca será o mesmo.

A AMAVI pode até andar pelos lugares que trilhou mas, seguramente, não é a mesma.

Com isso, esse é o último post deste espaço. Tendo interesse, acesse o nosso site www.amavi.org ou o blog que criamos para o Congresso Ibero Americano de Doenças Raras http://www.congressoiberoamericanodedrs.blogspot.com.br/


Abraços AMAVIanos!



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Parceria com a UNB

reunião amabi

Há pouco mais de um ano a AMAVI surgia com o objetivo principal de gerar informações sobre as doenças raras para os pacientes e sociedade. Foram muitos trabalhos e ações que culminaram na criação do Grupo de Trabalho de doenças raras no Ministério da Saúde.

 As nossas construções são de muito orgulho para nossa associação porque sabemos do valor de cada uma. Contudo hoje é um dia marcante e de muito orgulho porque conseguimos firmar uma parceria que além da validação dos trabalhos que desenvolvemos, vai potencializar os resultados de todas as ações voltadas para os pacientes de DRs. Com toda a certeza essa parceria é uma conquista não somente para AMAVI mas para toda nossa comunidade. Agora, tendo como um dos objetivos de sensibilizar o Ministério da Saúde que a geração de informação é o caminho mais eficiente para esse momento, contaremos com o apoio do Núcleo de Estudos de Saúde Pública e com a Cátedra de Bioética da Universidade de Brasília - UnB. Mais informações diretamente no link do NESP http://www.nesp.unb.br/index.php?option=com_content&view=article&id=180:parceria-nesp-amavi

Como um dos objetivos da parceria é empoderar as ações das associações e o nosso informativo do MDR é um instrumento disponível a todas, adiantamos nossas desculpas no atraso que ocorrerá na sua publicação mensal. Mas o motivo é porque a sua mudança de layout e forma serão as primeiras ações visíveis dessa parceira.

Com o entusiasmo das primeiras mensagens da associação utilizamos uma saudação antiga, porém viva no coração!

Viva o MDR!!!!

Abraços AMAVIanos!

sábado, 29 de setembro de 2012

Prêmio Nacional para pesquisa da NF

Olá para tod@s!

Depois de uma manhã muito boa no encontro da Associação Niemann Pick Brasil, estou no aeroporto aguardando o voo para voltar a minha casa.

Nesse tempo que aguardo, recebi a mensagem da Dra. Karin sobre a sua conquista do prêmio loreal de pesquisa científica.

A Dra. Karin desenvolve as pesquisas em NF e é uma pessoa muito disponível. Sempre participa dos eventos que promovemos e, seguramente, é um dos nomes mais respeitados sobre a NF em nosso país pelo grande envolvimento com a pesquisa.

Particularmente, fico muito feliz com esse tipo de premiação porque além da divulgação para doença, tb temos a da pesquisa. Excelente! A reportagem segue em http://oglobo.globo.com/saude/uff-usa-tecnologia-para-estudar-as-causas-da-neurofibromatose-6194724

Enquanto isso, o tratamento de nossa filhota continua caminhando. Fomos a consulta do Sarah ontem. Foi diferente das demais porque, acredito, estava mais calmo do que o habitual. Isso aconteceu porque fui muito tranquilo em saber das limitações que encontraríamos. Assim, diferente das vezes anteriores, minhas expectativas foram bem definidas. Realizar os exames anuais de rotina.

Durante a conversa com o geneticista, volta a questão do que fazer em uma doença se não sabe o que virá pela frente? Vive o dia a dia e se alegrar com ele! Saimos da consulta com a impressão que o fator ansiedade x futuro é a dupla mais difícil para essa doença. O controle sobre esses fatores significa uma melhor qualidade de vida para nós mesmos porque nossas crianças seguem com a vida normal. O que quer dizer que não conhecem outra realidade que não seja sem a NF.

Outra novidade é que diante da grande agitação de nossa princesa, por orientação de uma amiga, vamos experimentar os Florais de Bach. Prometo, divulgar a experiência.

Vamos seguindo, aprendendo com o dia a dia, mas em frente.

Grande abraço a todos!

Rogério Lima

sábado, 15 de setembro de 2012

Informativo de setembro

Hoje divulgamos nosso informativo.

Mais uma vez, infelizmente, não consegui deixá-lo no formato que gostaria. Na verdade está tudo bonito mas quando converto para PDF o fundo fica amarelo. Já tentei salvar no formato 97-2003 e, mesmo assim, fica esquisito. Certamente para o próximo vamos conseguir o fundo branco, :o))

Tirando esse detlhe técnico ;o) o informativo está bem legal. Gostei muito de ter o contato com a NORD. A contribuição dessa organização para o informativo demonstra a seriedade e qualidade do que estamos produzindo.

Está crescente o número de associações que encaminham eventos para nós. Quando recebemos algum pedido de divulgação, salvo para publicar na época do informativo. Alguns passam a data mas a conseguimos divulgar a tempo da realização da maioria.

Estou por fazer um artigo junto com o rare project. Fico feliz porque é mais um contato de peso para trabalhoarmos juntos. Enfim, vamos caminhando para construção daquilo que acreditamos.

Se vc possui algum material ou evento que queira divulgar, deixe-nos saber.

Apoie nosso trabalho e ajude com a divulgação.

Grande abraço!

Rogério

O informativo de setembro está aqui

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

III Simpósio Brasileiro em Neurofibromatoses


Nos dias 23 e 24 de novembro, na cidade de Belo Horizonte, na faculdade de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, será realizado o III Simpósio Brasileiro em Neurofibromatoses.
A iniciativa é fruto dos trabalhos da Associação Mineira de Neurofibromatose – AMANF e do Centro de Referência em Neurofibromatose – CRNF.
A AMANF foi criada em 2002 e existe para apoiar, discutir, trocar ideias, relatos e experiências sobre NF. Desde
2005 atua em parceria com o Centro de Referência em NF de Minas Gerais. A equipe do centro é multidisciplinar e o atendimento é gratuito.
O Simpósio contará com a participação de referências nacionais em NF e a importante participação do Dr. Ivo Pitanguy.
“Os trabalhos da AMANF são reconhecidos por toda a comunidade e,
com certeza, trazem muitas informações para os pacientes e familares.” – Sidney Castro, diretor da AMAVI e pai de um paciente com NF.
A associação possui a publicação As manchinhas de Mariana que, de maneira didática, divulgam os sintomas, cotidiano e perspectivas para quem convive com a NF.
Mais informações: www.amanf.org.br

terça-feira, 14 de agosto de 2012

participe de nosso inquérito!

As Doenças Raras são um tema que vem ganhando importância crescente. O desenvolvimento de medidas que ajudem a enfrentar essas doenças exige, no entanto, que se conheça melhor o que as pessoas sabem, pensam e vêm fazendo em relação a essas doenças. Com esse objetivo, estamos a desenvolver um estudo sobre as iniciativas e os movimentos sociais que lidam com Doenças Raras, no âmbito de uma pesquisa realizada pela AMAVI - Associação MariaVitoria. www.amavi.org Este inquérito pretende recolher informação sobre a experiência e a opinião das pessoas acerca de 3 aspectos principais relacionados com as Doenças Raras: o seu envolvimento com o tema, a perceção que têm sobre o trabalho que as associações desenvolvem nessa área e a opinião sobre as políticas e as medidas governamentais. A sua opinião é muito importante e por isso pedimos-lhe que responda ao questionário. As suas respostas são sigilosas, confidenciais, anônimas e serão utilizadas única e exclusivamente para o estudo que estamos a realizar. Caso tenha alguma dúvida ou pretenda esclarecimentos adicionais, por favor, entre em contato com amavi@amavi.org
Muito obrigado!

Rogério Lima Barbosa

Inquérito

Programa mostra o desafio de enfrentar o diagnóstico de uma doença rara | TV Alterosa

Programa mostra o desafio de enfrentar o diagnóstico de uma doença rara | TV Alterosa

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